Bivolt assina com a Som Livre e lança clipe de “Vista Loka”

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    A palavra ‘batalhadora’ tatuada no peito já dá pistas da forte personalidade da paulista Bárbara Bivolt. Empoderamento, estilo, rimas, alto astral e muita garra formam a persona Bivolt, que conquista mais um degrau de um sonho que começou em 2009: ser rapper. Primeira mulher a integrar o casting de rap da Som Livre, Bivolt lança nesta sexta-feira, 07 de junho, o single “Vista Loka” –ouça nas plataformas de música. A letra e o clipe trazem as batalhas de sua jornada somadas à dança de rua e muita atitude. O local escolhido para as gravações foi a comunidade do Boqueirão, em São Paulo, onde a rapper nasceu – assista.

    Há 10 anos Bivolt se faz presente no cenário da música e é conhecida por roubar a cena ao vencer diversas batalhas de rap pelas cidades brasileiras, trazendo o feminismo para discussão em suas letras. Começou a quebrar barreiras ao ser a primeira rapper mulher a se apresentar na edição de 2017 do Rock in Rio, descoberta por um olheiro quando cantava na rua. Já coleciona parcerias com Azzy, Diomedes Chinaski, Luccas Carlos, Drik Barbosa e a dupla Carol & Vitória.

    Neste ano, Bivolt se prepara para lançar pela Som Livre seu primeiro álbum da carreira. Sua personalidade se faz presente no projeto, que será composto pelos moods 110V e 220V. O primeiro estilo mostra o lado pop da cantora, com o estilo lovesong e um toque de R&B. Já o mood 220V traz sua origem vinda das batalhas de rap, a linguagem de rua, com rimas mais intensas e muita dança. A previsão de lançamento é para o segundo semestre.

    Bivolt afirma que não é fácil ser mulher no mundo do rap e sua luta é feita em cada lugar em que é ouvida. Com um sorriso estampado no rosto, ela diz que se sente honrada em servir de inspiração para outras mulheres. “Muitas pessoas são tidas como livres, mas a verdade é que não funciona assim. A sociedade ainda está presa num padrão que aprisiona, sabe? Acham que eu não posso usar a roupa que eu quero, acha que eu tenho que ganhar menos que os homens, acham que a cor da pele importa. É um padrão que não aceita o diferente, mas a realidade é que ninguém é igual. Minha música já descreve bem quem eu sou e minha história. Quando escutada nem sempre vão entender, mas vão sentir, as pessoas se identificam. Eu não nasci mulher, me tornei. Assim como várias outras mulheres que se tornaram, me sinto honrada de ser inspiração para alguém”, conta.

    O caminho da música veio através de altos e baixos em sua vida. Para seguir seu sonho, a rapper morou na rua por meses, passou por um conturbado e exposto relacionamento e se viu com uma única saída: rimar e ser escutada.Em meio a gravação do clipe de “Vista Loka” no lugar onde nasceu, na comunidade do Boqueirão (SP), Bivolt refletiu sobre sua jornada ao alcançar objetivos que antes pareciam tão distantes de sua realidade. “Hoje faço parte de uma coisa que eu via na televisão, mas eu estou muito feliz com esse novo momento, vendo essa equipe linda trabalhando, sabe? Além de conseguir ganhar meu dinheiro, eu consigo ajudar os outros a ganhar o deles. Ser uma oportunidade. Várias pessoas saíram da vida do crime por conta de uma oportunidade. A artista Bivolt é instrumento, transformação. E eu tenho muito orgulho dela”, declara.

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