Alessandra Scatena relembra dia da morte do marido: “Não conseguia chegar até lá, errava o caminho, chorava desesperadamente” - Virou Pauta

Alessandra Scatena relembra dia da morte do marido: “Não conseguia chegar até lá, errava o caminho, chorava desesperadamente”

Alessandra Scatena relembra dia da morte do marido: “Não conseguia chegar até lá, errava o caminho, chorava desesperadamente”
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Em entrevista exclusiva à Daniela Albuquerque, Alessandra Scatena abre o coração ao falar sobre a morte recente do marido, o empresário Rogério Gherbali, vítima da Covid-19.

“Estávamos fazendo nossa quarentena certinho, seguindo todas as precauções e ele sugeriu que fôssemos para o Guarujá com os meninos, trocar um pouco de ar. Ele subia [a serra] toda semana por causa do trabalho e no dia 24 de junho, ele sentiu um desconforto, achando que pudesse ser de um peixe que comemos no dia anterior”, relembra ela, que também contraiu o vírus, assim como os dois filhos do casal, Enrico, 16 anos, e Stéfano, 9.

Ao detalhar o estado clínico do marido, com quem estava desde os 16 anos, Alessandra diz não ter notado indícios de que Rogério sentia falta de ar, mas  75% do pulmão já estava acometido ao chegarem ao pronto-socorro.

“Rogério tinha diabetes, mas era controlada. Nesses quase 30 anos juntos, nunca ficou internado ou fez cirurgia. Jogava bola, era super ativo,não tinha problema nenhum e, pelas minhas contas, foi no 14º dia, a contar de quando ele começou a se sentir mal em casa, que ocorreu o pico do vírus. Ele foi entubado e nunca mais conversamos”.

Durante o período de internação, Alessandra se comunicava com o companheiro através de vídeos feitos pela equipe do hospital e diariamente recebia atualizações. “Quando me ligaram dizendo que tinha sido entubado, meu mundo caiu. Foi de uma hora para outra, não esperava por isso. Perdi o chão, não consegui me controlar emocionalmente. Os meninos que me deram apoio”, revela.

Ela revelou momentos

Emocionada, ela compartilha o momento em que recebeu a ligação do hospital. “Era quase 21h, estava indo para o banho, quando meu celular tocou. Me pediram para ir até lá. Gelei, perdi o chão de novo e meu filho ainda disse: ‘Não vai ser nada, mãe’. Deixei as crianças em casa e fui sozinha. Não conseguia chegar até o hospital, errava o caminho, uma coisa absurda. Fui falando com Deus dentro do carro, chorando desesperadamente, porque estava na cara que ele tinha falecido”, desabafa.

Para Dani, Alessandra confidencia uma particularidade do marido: “Ele falava que sentia que não iria ficar muito tempo aqui e eu brigava com ele quando dizia isso. Ele morreu com 56 anos, mas falava que não chegaria aos 54 (…). Na praia, o Rogério falava paro Enrico: ‘Está vendo esses momentos que estamos juntos? É isso que temos que guardar, filho, são esses momentos, porque uma hora não estaremos mais juntos’, e ele vinha falando isso com frequência”, relata.

Ela lamenta por não ter conseguido se despedir do marido por causa da pandemia. “Perder uma pessoa que você ama já é difícil em tempos comuns. Já perdi meu pai, meu irmão. Mas perder uma pessoa nesse momento é mais triste ainda’’. O corpo de Rogério foi cremado e Alessandra quer realizar futuramente uma despedida simbólica. “Jogar as cinzas dele no mar, porque amávamos o mar. Mais como uma simbologia porque, de fato, acreditamos que ele está em um lugar maravilhoso agora.”

A entrevista completa será exibida no Sensacional desta quinta-feira (8), às 22h45.

*Imagens do texto: Reprodução da Internet*

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